Meus amigos, o que hoje vos venho relatar trata-se de uma realidade preocupante. Imaginem vocês e concluam:
Teresa Melo, mestre em Medicina Legal, explicou que a variação das taxas de álcool depende muito de certas particularidades pessoais, "como o sexo, a idade ou o peso". Ou mesmo de outras circunstâncias pontuais, tais como o facto de se estar em jejum ou de se beber a substância alcoólica em grandes doses de uma só vez.
Agora imaginem que: Um grupo de pessoas se junta frequentemente para convivío e tertúlias culturais. Digam-me pois... Acham normal que o consumo de alcool exceda os 2/3 litros por pessoa??? É uma pergunta pertinente à qual imagino desde já a resposta conservadora e racional: NÃO.
Pois em verdade vos digo: é efectivamente normal. Diria mais: é saudável senão pensem:

- Estamos num país a envelhecer compulsivamente e concluimos que para lá caminhamos nós também;
- Estamos no país mais pobre da Europa;
- Estamos num país onde a taxa de iletracía ultrapassa em muito a taxa de alcoolémia;
- Num país com a maior taxa de desemprego da Europa;
O que é que se pode fazer melhor do que alienar as preocupações???
Já agora, sosseguem as vossas consciências e concluam comigo:
"Especialistas na matéria perguntam-se por que motivo a fiscalização incide exclusivamente sobre o álcool - e velocidade -, quando este é responsável por "somente" 4% dos acidentes em Portugal."
4% meus amigos. 4% dos acidentes são causados por pessoas que consumiram alcool???
Então ajudem-me ao raciocínio: isto significa que 96% dos acidentes são causados por pessoas sóbrias certo??? Pois muito bem! Parece-me óbvia a conclusão final deste discurso. Deverá o governo iniciar um processo de gradação da sobriedade impondo limites e valores de risco.
E agora:
Já sabe... se conduzir não deixe de beber!